Ep. 1 — A culpa é das palavras?
Quando algo “soa mal”, onde está o problema: na intenção, no enunciado ou na escuta?
Este episódio introduz a pergunta central da temporada:
palavras são instrumentos neutros ou estruturas que já carregam poder?
O ponto de partida para pensar responsabilidade discursiva.
Ep. 2 — Palavras têm natureza?
As palavras revelam a essência das coisas ou são construções convencionais?
Retomamos a antiga disputa entre naturalismo e convencionalismo
para compreender como os sentidos se estabilizam — e como podem ser deslocados.
Ep. 3 — Pensamos com palavras?
O pensamento depende da linguagem?
Investigamos se há pensamento fora da estrutura simbólica
e como a gramática organiza aquilo que acreditamos ser “interior”.
Uma reflexão entre filosofia, linguística e psicanálise.
Ep. 4 — Por que não nos entendemos?
Mesmo usando as mesmas palavras, frequentemente produzimos sentidos distintos.
Este episódio examina signo, contexto e interpretação,
mostrando por que o mal-entendido não é falha ocasional —
mas parte estrutural da linguagem.
Ep. 5 — O meio muda o sentido?
Uma frase dita num tribunal não funciona como num tweet.
O meio altera circulação, ritmo e autoridade.
Analisamos como as plataformas digitais reconfiguram o peso
e a responsabilidade dos enunciados.
Ep. 6 — Falha ou estratégia?
Ambiguidade pode ser erro — mas também pode ser cálculo.
Exploramos como o discurso político e institucional
utiliza zonas de indefinição para evitar responsabilização
e manter margem interpretativa.
Ep. 7 — Responsabilidade discursiva
Quem fala responde por quê?
A responsabilidade depende de intenção ou de efeito produzido?
Este episódio aprofunda a ideia de que falar é assumir posição
dentro de uma estrutura social.
Ep. 8 — Dizer é fazer
Prometer, absolver, condenar, acusar:
certos enunciados não descrevem ações — eles as realizam.
A teoria dos atos de fala mostra como linguagem
produz efeitos jurídicos e sociais concretos.
Ep. 9 — O que foi realmente dito?
A interpretação nunca é totalmente estável.
Examinamos sentença, proposição e enunciado
para compreender por que “o mesmo texto”
pode gerar disputas de sentido.
Ep. 10 — Linguagem e poder simbólico
Autoria, marca e propriedade intelectual não são apenas categorias jurídicas —
são formas de organizar reconhecimento.
Neste episódio, linguagem aparece como campo de disputa
por legitimidade e autoridade.
Ep. 11 — A pergunta retorna
Depois do percurso, retornamos ao ponto inicial:
se a culpa não é das palavras, é de quem?
Uma síntese da temporada e um convite
à responsabilidade na prática discursiva cotidiana.